Na Amazon proporcionamos diariamente uma cultura de diversidade e inclusão que nos ajude a desenvolver a melhor seleção de produtos e serviços para nossa ampla base de clientes, que representam uma grande variedade de geografias, culturas, gêneros, raças, etnias, habilidades, idades, religiões, orientações sexuais, origens e visões políticas. Isso impulsiona nosso compromisso com oportunidades de emprego e negócios equitativas e inclusivas — desde priorizar a igualdade salarial até criar planos de carreira e parcerias com pequenas empresas diversas que nos ajudam a atender nossos clientes. Também acreditamos que o tratamento desigual de qualquer pessoa é inaceitável e defendemos políticas criadas para remover barreiras à equidade e criar um ambiente inclusivo para todos os funcionários.
Convidamos você para um bate-papo com Maria Bezerra, líder da Estação de Entrega em Manaus, Ana Laura Bueno Amaral, Líder de Operações Logísticas, responsável por uma das maiores operações da Amazon na America Latina, e Beatriz Lorena, Gerente Sênior de Expansão Logística.
1. Contem um pouco das suas trajetórias até chegar a essa posição de liderança. Como foi o caminho? Teve algum momento decisivo que te trouxe até aqui?
Ana: Sempre trabalhei em grandes empresas, e na Amazon comecei como Gerente de recebimentos no Centro de Distribuição de Porto Alegre, onde me tornei liderança da operação lá e, desde agosto de 2025, estou em São Paulo liderando o maior centro de distribuição do Brasil. Não tive um momento decisivo, um momento “UAU”. Foi uma construção. Vem de longe — da minha mãe me incentivando a ter uma profissão, da rotina de trabalho com qualidade, da busca constante por melhorar. É tijolo por tijolo, para mim não teve uma virada de chave.
Maria: Já eu iniciei minha carreira como aeroportuária atuando na carga aérea. Após 12 anos, comecei minha carreira na Amazon no centro de distribuição, no Rio Grande do Sul. Em 2024 houve uma oportunidade única de retornar a minha terra e lançara primeira operação Amazon no Norte do Brasil e a decisão de voltar para casa junto com a Amazon me motivou a recomeçar em outra areada empresa.
Beatriz: Comigo nada aconteceu de forma abrupta. Eu entrei na Amazon há cinco anos como estagiária e passei por quatro organizações muito diferentes entre si — Marketing, Prime Video, Marketplace e, agora, Logística. Em todas, eu tive iniciativa, criei estruturas, busquei mentoria, desenvolvi novos projetos e me envolvi profundamente nos times que fiz parte. Foi uma jornada de aprendizado constante, de entender contextos diversos e de desenvolver uma visão ampla do negócio.O momento decisivo, porém, veio quando percebi que havia concluído meu ciclo no comercial. Durante um curso de liderança, identifiquei uma das minhas âncoras de carreira: trabalhar com algo que fosse coerente com meus valores, com meu ritmo e com o tipo de impacto que eu queria gerar e, foi, a partir daí que decidi migrar para logística. Muita gente se surpreendeu com essa escolha, porque eu já tinha reconhecimento no comercial, mas eu sabia que precisava arriscar para encontrar algo que realmente fizesse sentido para mim.
2. A logística é tradicionalmente um setor masculino. Como é ser mulher liderando operações nesse ambiente? Você já enfrentou desafios específicos por ser mulher, e como os superou?
Ana: Eu tive momentos no início da carreira em que o ambiente não era tão inclusivo. Mas hoje, atuando na Amazon, não enfrento esse tipo de situação. Acredito que boa parte disso vem da maturidade profissional e emocional que a gente constrói com o tempo e pela cultura da Amazon.
Beatriz: Apesar de a logística ser tradicionalmente um setor masculino, dentro da Amazon eu sempre me senti representada. Vejo um esforço real da empresa para ampliar a presença feminina em operações, e isso se traduz em líderes mulheres ocupando posições estratégicas. Esse ambiente de excelência e inclusão faz diferença: internamente, nunca enfrentei desafios por ser mulher. Onde os desafios aparecem é fora da Amazon, especialmente porque hoje meu trabalho envolve a liderança de parceiros externos, com culturas, maturidade organizacional e realidades muito diferentes da nossa. É nesses espaços que, às vezes, o fato de eu ser mulher, jovem e negra desperta estranhamento inicial. Para algumas pessoas, simplesmente não é comum ver uma mulher liderando expansão, coordenando decisões críticas ou puxando conversas de performance e compliance.
Maria: Quando iniciei a carreira de líder, sempre houve desafios quanto a aceitação da liderança feminina de modo geral, porém foi evoluindo ao longo do tempo, mostrando que liderança é de pessoas, e não de gênero.
Ana: É isso. O que me ajudou a sair da insegurança foi: focar no trabalho e nas entregas. Ver os resultados é o que foi construindo minha confiança e, quando a confiança está sólida, a gente consegue enfrentar situações com possível bias. Essas situações ainda podem existir, mas não me afetam da mesma forma.
Maria: Sempre busquei aprender com as lideranças que passei e me inspirar em grandes mulheres que me lideraram. Com o tempo, comecei a me sentir mais segura sobre minhas decisões, mas especialmente sobre ganhar a confiança dos meus liderados, pares e líderes entregando o que acreditava, calibrando e buscando melhorar sempre.
Beatriz: Sim, eu também sempre escolhi enfrentar essas situações com educação, firmeza e orientação clara e, quando necessário, conto com o suporte da minha liderança para alinhar diretamente com a liderança do parceiro e reforçar a expectativa cultural da Amazon. Aos poucos, eles percebem que mulheres lideram e muito bem.
3. Como você vê a evolução da presença feminina em cargos de liderança na logística?O que mudou (ou ainda precisa mudar) para que mais mulheres ocupem posições de liderança em operações?
Maria: Estou na logística há 15 anos, e vejo hoje um cenário bem diferente de quando comecei: tem mais mulheres nas posições de liderança, tem mais espaço, mas especialmente mais respeito à mulher como líder. Creio que as mulheres passaram a ter mais espaço de modo geral no mercado, e a formação profissional ajuda muito esse número a crescer. Acho que o segredo é não se conformar com a zona de conforto, e acreditar, que mesmo que esteja distante o pico da montanha que você quer, vai chegar lá. E tempo, dedicação e preparação são a chave.
Ana: Eu não vejo diferença na liderança por ser homem ou mulher. Vejo diferença nas pessoas: personalidades diferentes lideram de formas diferentes, mas isso é sobre quem a pessoa é, não sobre gênero. Prefiro olhar para as pessoas como indivíduos. O que entendo, porém, é o valor da referência. Ter mulheres em posições de liderança sênior mostra para quem está começando que é possível chegar lá. Essa é uma responsabilidade que levo a sério, porque sei que muitas mulheres no início da carreira acham que esse caminho não está disponível para elas.
Beatriz: Para mim, ter mentoras como Júlia Pestana, Tayana Lisboa, Juliana Mukai e Marcela Assis, e uma mentora externa, a Kenny Ezeoke, uma mulher negra incrível que me ajudou muito a me enxergar em espaços maiores, foi de extrema importância. Mas também homens me ensinaram e essas pessoas foram fundamentais porque me ajudaram a entender caminhos possíveis, compartilharam experiências reais de carreira e, principalmente, me lembraram de algo essencial: a responsabilidade da carreira é nossa, mas contar com quem já viveu certas etapas acelera muito o processo.
4. Vocês lideram algumas das operações mais estratégicas da Amazon no Brasil. O que significa para você, como mulher, estar nessa posição?
Maria: Estar à frente de uma operação Amazon, em uma região com complexidades logísticas diferentes do restante do Brasil é algo incrível e desafiador. A responsabilidade é grande sobre as pessoas, o negócio e a entrega do resultado então dão um frio na barriga. É uma construção diária, de consistência pessoal e em equipe, aprendendo e melhorando a cada dia, sempre compartilhando dificuldades e jogando aberto com todos.
Ana: Não vou negar que é bom estar numa posição de visibilidade e impacto estratégico. Mas tudo tem seu preço, tem responsabilidade. Faz parte das escolhas que fiz. Não sou muito de dizer "me orgulho disso porque sou boa nisso", me soa um pouco arrogante. Mas estou aprendendo a valorizar o que faço bem. E o que eu faço bem, e que me orgulha, é liderar pessoas de forma ética, sem passar por cima de ninguém. E saber pedir ajuda quando necessário, não ter vergonha de expor um problema, não varrer as coisas para debaixo do tapete. Saber pedir ajuda é, na minha visão, sinal de maturidade, não de fraqueza.
Beatriz: Estar numa das operações mais estratégicas da Amazon no Brasil é algo que, se eu olhar para a Beatriz que entrou aqui como estagiária, ela jamais imaginaria. Eu sempre trabalhei muito, sempre sonhei grande, sempre soube que queria ocupar espaços importantes. E como mulher jovem e negra, o que mais me orgulha é saber que minha presença não é só minha, abrindo caminho para outras mulheres, principalmente para quem está começando, que isso aqui também é para elas. Eu cresci em programas de entrada, fui estagiária, convivi com muita gente no início da carreira. E ver que elas conseguem se enxergar em mim é o que mais me move.
5. O que o Dia Internacional da Mulher significa para você, especialmente no contexto da sua liderança? Tem alguma conquista recente que você gostaria de celebrar neste mês? Como você equilibra vida pessoal e profissional em uma posição tão demandante?
Ana: Sobre equilíbrio: no momento, estou focada na carreira, no crescimento, em performar no meu novo desafio. Durante a semana, o foco é no trabalho, com uma rotina mínima de treino que luto para manter. Vida social fica mais para o fim de semana. Pode parecer desequilibrado para outra pessoa, mas é uma escolha consciente minha. O que quero dizer com isso: equilíbrio é diferente para cada pessoa. Monte seu plano, entenda o que você está disposta a abrir mão ou não, e trilhe sua jornada.
Maria: No último ano morei em três cidades diferentes, de norte a sul, isso me mostra o quanto a mulher pode fazer o que quiser, no sentido de buscar os seus sonhos, nossa capacidade de realizar. Minha maior conquista na Amazon foi lançar a Estação de Entrega em Manaus, é muito especial, pois sei que faz muita diferença na vida do povo manauara. Como líder, o dia a dia requer muita dedicação, e tem seus desafios, e para entregar o melhor tenho que estar bem, de saúde, mentalmente e espiritualmente. Então procuro me exercitar diariamente, ter uma alimentação balanceada, acompanhar o meu filho nos esportes, estar com meus pais sempre que posso, e aprender algo novo todos os dias. Isso me motiva a seguir diariamente para fazer a Amazon crescer ainda mais na região amazônica.
6. Que mensagem ou conselho você daria para outras mulheres que querem seguir carreira em logística, operações ou áreas de liderança que ainda são predominantemente masculinas? O que você gostaria que elas soubessem?
Ana: Dois pontos que carrego comigo: 1. não se apegue à divisão de homem e mulher. Foque no trabalho. Você está na sua posição pela sua entrega, não pelo seu gênero. Então se dedique em aprender mais, em fazer um trabalho melhor, independente de quem está te cobrando.E, dois: saiba pedir ajuda. Não tenha medo de errar, de assumir o erro e de pedir ajuda para resolver ou melhorar. Isso não é fraqueza, é inteligência.
Maria: Chegar em uma posição de liderança não é fácil, tem seus desafios e muitas vezes sacrifícios relacionados, então se preparar sempre, estudar, e estar pronta para quando a oportunidade vir. A jornada é desafiadora, com acontecimentos às vezes inesperados, mas quando a gente tem paciência, se prepara, e tem um propósito, quando a oportunidade vem, você está pronta.
Beatriz: O que eu diria para outras mulheres é: tem espaço para você. Tem caminho e tem oportunidade. Confie em você, se posicione, fale o que acredita e não tenha medo de discordar. Tenho referências femininas muito fortes dentro da Amazon (Julia Pestana, Juliana Mukai, Thayana Lisboa), mulheres vocais, firmes, que às vezes até são rotuladas de “agressivas”, mas que simplesmente estão ocupando o espaço delas. E isso me inspira.
No fim, a mensagem é: nós podemos muitas coisas.