Quando data centers usam água para resfriamento, uma das métricas mais importantes é a eficiência, quanta água é necessária para cada unidade de computação. A Amazon anunciou que suas operações globais usaram apenas 0,12 litros de água por kilowatt-hora (L/kWh) em 2025, uma taxa mais de 7 vezes mais eficiente do que a média da indústria, de 0,84 L/kWh.
Para colocar em perspectiva: usamos muito menos água por unidade de computação do que outros na indústria global de data centers, que como um todo representa menos de 0,5% de todo o uso industrial de água no mundo. E continuamos melhorando ano após ano, graças a investimentos em tecnologia de resfriamento personalizada e sistemas mais inteligentes.
Como funciona o resfriamento
"Os data centers possibilitam tudo, desde videochamadas até consultas médicas virtuais, educação e serviços bancários online", explica Joern Tinnemeyer, líder de engenharia de data centers na Amazon. "Para entregar essa computação de forma confiável, precisamos manter temperaturas ideais."
Cerca de 90% do tempo, nossos data centers usam "resfriamento por ar livre" — puxando o ar externo, passando-o pelos servidores para absorver o calor e bombeando-o de volta para fora. Sem usar água nenhuma. "É como na sua casa", diz Tinnemeyer. "É uma manhã agradável. Não está tão quente. Você abre as janelas em vez de ligar o ar-condicionado e deixa a brisa passar."
Mas quando chegam as horas mais quentes dos dias mais quentes, o ar fica quente e úmido demais. É quando usamos o resfriamento evaporativo: água borrifada sobre um material absorvente — "uma esponja gigante e sofisticada", como descreve o especialista Beau Schilz. O ar quente passa por esse material encharcado e, conforme a água evapora, resfria o ar em até 6°C. "É como suar", explica Schilz. "O processo evaporativo puxa o calor do seu corpo para que você não superaqueça."
Optamos por esse método em vez de chillers (ar-condicionados gigantes) porque estes exigem 25% a 35% mais eletricidade, justamente nos horários em que a rede elétrica está mais sobrecarregada.
Servidores que toleram mais calor, usam menos água
Nos últimos anos, elevamos os limites de temperatura dos nossos servidores para que tolerem mais calor e precisem de água com menos frequência. Agora, usamos água apenas quando as temperaturas ultrapassam 29°C.
"É assim que inovamos na Amazon", diz Tinnemeyer. "Definimos uma meta ambiciosa, iteramos incansavelmente e validamos com dados — provando que poderíamos cortar o uso de água pela metade sem impacto no desempenho."
Os resultados falam por si: dois data centers idênticos no mesmo campus — o que operava com temperaturas mais altas usou 50% menos água. No Norte da Virgínia, nossa maior região, o uso de água caiu 42% ano a ano, mesmo com a demanda crescendo.
Não queremos apenas ser eficientes — queremos devolver mais água do que consumimos. Nos comprometemos a ser water positive até 2030 e já estamos 75% do caminho.
Em 2025, retiramos cerca de 9,5 bilhões de litros em toda nossa infraestrutura global. Para perspectiva: a irrigação de jardins nos EUA usa 1.300 vezes mais água que nossos data centers. E a quantidade total que retiramos diminuiu 2% de 2024 para 2025, mesmo com mais instalações ao redor do mundo.
Já anunciamos mais de 50 projetos hídricos que devem devolver 22 bilhões de litros/ano às comunidades — suficiente para encher 8.800 piscinas olímpicas. Operamos 26 instalações com 100% água de reúso e temos mais 130 contratadas globalmente.
"Não estamos apenas usando água de reúso", diz Usman Khan, especialista em água na Amazon. "Estamos ajudando comunidades a desenvolver esses programas do zero."
IA para salvar o Rio Tietê: o projeto da AWS em São Paulo
Um dos rios mais historicamente significativos e economicamente importantes do Brasil, o Rio Tietê serve como recurso vital para agricultores e famílias em toda a região de São Paulo, a cidade mais populosa do país. No entanto, a escassez hídrica está impactando a vida e os meios de subsistência das comunidades ao redor.
A AWS está fazendo parceria com a empresa de tecnologia climática Kilimo para enfrentar esse desafio com inovação. A solução de Inteligência Artificial da Kilimo, construída na AWS calcula o consumo de água, monitora a qualidade do solo e fornece recomendações de irrigação por meio de monitoramento inteligente para os agricultores participantes da região.
O resultado estimado: 200 milhões de litros de água conservados por ano — um exemplo concreto de como a tecnologia de nuvem pode ser aliada direta na preservação dos recursos hídricos brasileiros, combinando inovação com impacto social positivo.
Compromisso com as comunidades
À medida que a demanda por computação em nuvem cresce, nosso compromisso com a sustentabilidade hídrica só se fortalece. Seja por meio de tecnologias de resfriamento mais eficientes, uso pioneiro de água de reúso, ou projetos inovadores como o do Tietê no Brasil, a Amazon está determinada a fazer mais com menos e a ser uma parceira responsável em cada comunidade onde opera.